Rádio CN Agitos

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Cientistas clonam pela primeira vez células adultas para criar células-tronco embrionárias.

  • Imagem de arquivo
Cientistas americanos conseguiram pela primeira vez clonar células adultas humanas para criar células-tronco embrionárias, cujo DNA corresponde ao doador, um grande avanço para a medicina regenerativa e o tratamento de doenças incuráveis.
Como parte do estudo, os pesquisadores usaram a técnica desenvolvida pelo Dr. Shoukhrat Mitalipov, o primeiro a criar em 2013 células-tronco embrionárias humanas a partir de células da pele. Mas para estes testes de clonagem foram utilizados DNA de um bebê de oito meses.
A nova técnica, publicada na revista americana Cell Stem Celle, foi conduzida pelo Advance Cell Technology e financiada em parte pelo governo sul-coreano.
A equipe liderada pelo Dr. Robert Lanza utilizou o núcleo das células da pele de dois homens de 35 e 75 anos, que foram transferidas para oócitos humanos de doadores, cujo núcleo havia sido retirado previamente.
Os oócitos geraram então embriões primitivos. Foi a partir destas células estaminais embrionárias que o DNA semelhante ao dos doadores foi produzido.
"Até agora não havíamos sido capazes de clonar células adultas para criar células-tronco embrionárias", afirmaram os autores, cujo sistema tem a vantagem de não usar embriões fertilizados, uma técnica que gera dilemas éticos ou forte oposição da Igreja.
A comunidade científica tem depositado as suas esperanças na clonagem terapêutica, que poderia eventualmente substituir os órgãos danificados pelo câncer, cegueira ou Alzheimer.

sábado, 29 de março de 2014

Suicídio é terceira causa de morte entre jovens, diz especialista.

Relacionamentos ou lares desfeitos, aumento do uso de drogas e dificuldades financeiras são alguns dos problemas que levam pessoas ao suicídio. No Brasil, essa é a terceira causa de morte entre jovens (atrás apenas de acidentes e violência), segundo a psiquiatra Alexandrina Meleiro, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo). Uma das maiores especialistas do país no assunto, a médica foi entrevistada por Jairo Bouer no @saúde desta semana.

Shutterstock
Os transtornos psiquiátricos são o principal fator de risco para que alguém acabe com a própria vida. Segundo Meleiro, a depressão está em primeiro lugar (em 35% dos casos). Em segundo aparece a dependência de álcool e drogas e, em terceiro, a esquizofrenia. Por isso é muito importante combater o estigma que essas doenças possuem, ressalta a médica.  "Os homens se suicidam mais, mas as mulheres tentam mais o suicídio", comenta a psiquiatra em relação aos brasileiros. Mas ela diz que há exceções: na classe médica, por exemplo, são elas que mais se matam.
Entre os jovens, a taxa de suicídio multiplicou-se por dez de 1980 a 2000: de 0,4 para 4 a cada 100 mil pessoas no país. A tendência de aumento, aliás, é global. A psiquiatra diz que a gravidez indesejada na adolescência é um fator de risco importante nessa faixa etária.
Como os pais podem prevenir o suicídio de um filho? Segundo ela, o principal indício que deve ser valorizado é a mudança de comportamento. Irritação, desesperança, faltas no trabalho ou na escola também devem chamar atenção, assim como comentários de que a vida não vale a pena. Se alguém próximo se matou, o risco aumenta - se for o pai ou a mãe, a propensão é quatro vezes maior.
Assista à íntegra desta entrevista e aos demais programas no UOL Saúde. E se você tem alguma pergunta sobre saúde, sexo ou comportamento, envie para drjairobouer@uol.com.br. Algumas questões serão selecionadas e respondidas nos futuros vídeos

domingo, 23 de março de 2014

Estudo indica que chocolate amargo reduz risco de infarto.


  • Estudo indica que chocolate amargo reduz risco de infarto (Foto: Thinkstock)
  • Um grupo de pesquisadores da Universidade Estadual de Louisiana, nos Estados Unidos descobriu que o chocolate amargo reduz o risco de infarto porque tem efeitos antiinflamatórios.
    Os resultados deste trabalho foram apresentados no 247º Encontro da Sociedade Americana de Química realizado esta semana em Dallas. Segundo o diretor da pesquisa, John Finley, ele também será publicado na revista Journal of Agricultural and Food Chem.

    Finley detalhou que quando os componentes do chocolate preto são absorvidos pelo corpo "diminuem a inflamação do tecido cardiovascular e reduzem o risco de infarto em longo prazo".Para realizar esta pesquisa, os cientistas simularam a digestão do cacau em pó, contido neste tipo de chocolate, em um modelo de tratamento digestivo. Esse modelo foi criado empregando diferentes tubos de ensaio, e, depois, os cientistas submeteram os materiais não digeridos à fermentação anaeróbica (sem oxigênio) usando bactérias humanas.
    Segundo Finley, o cacau em pó contém vários polifenóis e antioxidantes, como catequinas e epicatequinas, assim como fibras, que são escassamente digeridas no estômago, mas que são absorvidos ao passar ao cólon.
    "Em nosso estudo descobrimos que a fibra é fermentada e que os polímeros polifenóis são metabolizados e se transformam em moléculas menores, mais fáceis de absorver. Estes polímeros menores têm ação antiinflamatória", ressaltou Finley.
    O diretor da pesquisa também explicou que os benefícios para a saúde do chocolate amargo podem ser acentuados se sua ingestão for combinada com a de alimentos prebióticos (carboidratos que se encontram, por exemplo, no alho) ou de frutas.

    sexta-feira, 7 de março de 2014

    Novo teste de câncer de próstata pode aposentar toque retal .

    Novo teste de câncer de próstata pode aposentar toque retal


    • Teste vai detectar câncer de próstata em amostra simples de urina
    Um teste barato, fácil e preciso para detectar o câncer de próstata pode estar disponível nos próximos meses. Estudos mostram que o novo teste, feito com a urina, pode ser duas vezes mais confiável que o exame de sangue existente para a detecção da doença.
    O teste também informa aos médicos a gravidade do câncer. Além de salvar vidas, vai aposentar, segundo especialistas, o toque retal. É descrito como o maior avanço no diagnóstico do câncer de próstata em 25 anos.
    Além de preciso, deve custar, quando chegar ao mercado, menos de R$40 por paciente, o que permitiria a realização de testes em todos os homens a partir dos 40 anos, como acontece com o câncer de mama.
    O material foi desenvolvido por estudiosos da britânica Universidade de Surrey. Cientistas anunciaram ter chegado a um acordo com duas empresas, o que porá o teste em consultórios médicos ainda este ano.
    O inventor do teste é o professor de oncologia médica Hardev Pandha, que acredita no potencial de poder detectar rapidamente a doença, salvando centenas de vidas a baixo custo.

    segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

    Droga em testes pode dar a cegos capacidade de 'ver' luz.

    Um medicamento ainda em fase de testes poderá dar a cegos a capacidade de perceber a luz.
    Estruturas da retina conhecidas como cones e bastonetes são responsáveis pela reação à luz, mas estas estruturas podem ser afetadas e destruídas por doenças.

    Um estudo dos pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley sugere que uma droga poderá dar a estas células no olho o poder de responder rapidamente à luz.

    O olho é formado por camadas que incluem os bastonetes e cones.

    Outras camadas mantêm os bastonetes e cones vivos, além de passar os sinais elétricos produzidos pelas células sensíveis à luz para o cérebro.

    Os cientistas se concentraram em um tipo de neurônio presente no olho, as células ganglionares da retina.

    Eles desenvolveram um composto químico, chamado Denaq, que muda de forma em resposta à luz. Esta mudança de forma altera a química da célula nervosa e o resultado são sinais elétricos enviados ao cérebro.

    O estudo foi publicado na revista especializada "Neuron".

    Até certo ponto
    Os testes mostraram que, ao injetar o Denaq nos olhos de camundongos cegos, os cientistas restauraram parcialmente a visão dos animais. Ocorreram mudanças no comportamento mas não foi possível determinar o quanto os camundongos estavam enxergando.

    O efeito da droga acabou rapidamente, mas os camundongos ainda conseguiam detectar a luz uma semana depois da aplicação.

    "São necessários mais testes em mamíferos maiores para avaliar a segurança do Denaq no curto e no longo prazo. Serão necessários vários anos, mas se a segurança puder ser estabelecida, estes compostos poderão finalmente ser úteis para restaurar a sensibilidade à luz em humanos cegos", disse Richard Kramer, um dos pesquisadores.

    "Ainda precisamos ver o quão perto vão chegar de restabelecer a visão normal", acrescentou.

    Os cientistas esperam que a droga possa, no futuro, ajudar no tratamento de doenças como a retinite pigmentosa e degeneração macular relacionada à idade.

    Para Astrid Limb, do Instituto de Oftalmologia do University College de Londres, o conceito do Denaq "é muito interessante, poder estimular as células que restam" na retina.

    "Mas, ainda é preciso muito trabalho antes de esta pesquisa ser aplicada em humanos", afirmou.

    De acordo com ela, a duração do efeito da droga é outra questão que precisa ser resolvida.

    A pesquisa dos cientistas da Universidade da Califórnia em Berkeley é mais uma de uma série de estudos que visa restaurar a visão em casos de cegueira, junto com pesquisas com células-tronco e manipulação de DNA para corrigir problemas genéticos que levem à perda da visão.

    sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

    Um ano de caminhadas regulares faz seu cérebro ficar dois anos mais jovem.


     Caminhar em ritmo acelerado três vezes por semana faz o cérebro aumentar, segundo o estudo


    Um estudo mostra que fazer três caminhadas de 40 minutos, em ritmo acelerado, durante a semana pode fazer o cérebro crescer e rejuvenescer.
    Segundo o trabalho, que contou com a participação de 120 homens e mulheres de 55 a 80 anos, a caminhada é capaz de aumentar o tamanho do hipocampo, centro da memória no cérebro que é uma das primeiras regiões a serem afetadas pela doença de Alzheimer. 
    Normalmente, o cérebro encolhe com a idade. Mas exames realizados nos participantes após um ano de caminhadas mostraram que as principais regiões cerebrais - inclusive o hipocampo - haviam crescido até 2%.

    Dois anos a menos
    De acordo com os pesquisadores, esse crescimento equivale a voltar o ponteiro do relógio do cérebro em dois anos, uma mudança que eles consideram uma enorme melhora. Um outro grupo que havia sido convidado para fazer uma série simples de exercícios de alongamento ao longo do ano teve as mesmas regiões do cérebro encolhidas em 1,5%.
    Os resultados foram apresentados na conferência anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS), nos Estados Unidos.
    Ao Daily Mail, o líder da pesquisa afirmou que o exercício pode não ser uma pílula mágica contra a demência, mas parece ser uma das melhores maneiras de manter a mente afiada. "Você não precisa de atividade física altamente vigorosa para ver esses efeitos", acrescentou Kirk Erickson, da Universidade de Pittsburgh. 
    Quanto antes, melhor
    O pesquisador também observou que o cérebro permanece modificável após os 50 anos. Ainda que haja encolhimento e declínio na capacidade cognitiva, parece que isso não é tão inevitável quanto se pensava. 
    Segundo Erickson, aliar atividade física e exercícios mentais, como resolver quebra-cabeças, pode ser uma boa ideia para preservar o cérebro. Claro que quanto antes a pessoa incluir os hábitos na rotina, melhor. Mas ele salientou que nunca é tarde demais para começar. 

    quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

    Dez grandes laboratórios se unem contra diabetes e Alzheimer.

    Dez importantes empresas farmacêuticas, inclusive as americanas Merck e Pfizer e a francesa Sanofi decidiram unir forças para desenvolver novos tratamentos contra o diabetes e o mal de Alzheimer, anunciou nesta terça-feira (4) o Instituto Nacional de Saúde (NIH) americano.

    Esta associação sem precedentes, estimada em 230 milhões de dólares em cinco anos, também se concentrará nos transtornos imunológicos, segundo um comunicado.

    Os dez laboratórios farmacêuticos e o NIH, encarregado da pesquisa biomédica, compartilharão seus conhecimentos científicos e suas bases de dados com o objetivo de identificar biomarcadores importantes para desenvolver novos tratamentos.

    "Temos que trabalhar em conjunto para compreender o completo quebra-cabeças destas doenças e acelerar nossa capacidade de aportar novos tratamentos para os pacientes", disse Elias Zerhouni, médico encarregado das pesquisas da Sanofi, no comunicado.

    Segundo este acordo, os laboratórios associados se comprometem a não desenvolver seus próprios medicamentos a partir das descobertas feitas no contexto deste projeto antes de estes serem difundidos.

    A aliança também inclui os laboratórios Bristol-Myers Squibb, Biogen Idec e Johnson & Johnson dos Estados Unidos, o britânico GlaxoSmithKline e o japonês Takeda.

    Fonte :uol