Rádio CN Agitos

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Surto de vírus da zika já atinge 33 países em três continentes, diz OMS.



Apontado como o causador do surto de microcefalia no Brasil, o vírus da zika já está circulando em pelo menos 33 países de três continentes, revela boletim epidemiológico divulgado na tarde desta sexta-feira, 5, pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
De acordo com o documento, além dos 26 países e territórios das Américas afetados pela doença, passam a figurar na lista de nações com transmissão interna do zika Cabo Verde, na África, Ilhas Maldivas, Fiji, Tonga, Samoa, Ilhas Salomão e Vanuatu, todos na Ásia. Embora países africanos e asiáticos já tenham registrado surtos da doença desde 2007, é a primeira vez desde 2015, quando começou o grande surto nas Américas, que um país de fora do continente registra casos.
Segundo a OMS, além dos 33 países com casos autóctones já reportados no período entre 2015 e 2016, há indicação de circulação viral em outras seis nações: Gabão, na África, Indonésia, Tailândia, Cambodja, Filipinas e Malásia, na Ásia.
No boletim, a organização vinculada às Nações Unidas ressalta que pelo menos cinco países das Américas já registraram aumento de casos de Síndrome de Guillain-Barré (SGB) desde o início do surto de zika: Brasil, Colômbia, El Salvador, Suriname e Venezuela. A suspeita é de que tanto a SGB quanto a microcefalia possam ser desencadeados pela infecção pelo zika vírus.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

David Bowie foi o gênio mais eclético da música pop.

 Depois de lutar secretamente contra o câncer de fígado por 18 meses, David Bowie morreu aos 69 anos, deixando um legado de mais de 50 anos de carreira. Ícone da cultura pop, o cantor marcou o rock britânico e o cenário da música mundial, tornando-se um dos artistas mais influentes do século 20.

Longe dos holofotes nos últimos anos, Bowie tinha sua vida pessoal muito preservada, tanto que não havia divulgado qualquer indício de que estaria gravemente doente até a notícia de sua morte. Com uma alta taxa de mortalidade, o câncer de fígado é mais letal que outros tumores, pois geralmente o diagnóstico ocorre muito tarde.
Cena do clipe de "Blackstar", música do último CD de Bowie.
Cena do clipe de "Blackstar", música do último CD de Bowie.
Foto: Reprodução/Youtube / Vivo Mais Saudável

Saiba mais sobre o câncer de fígado

Com mais de 600 mil novos casos diagnosticados no mundo a cada ano, a doença é o sexto tipo de câncer mais frequente. Estima-se que ele cause morte com mais frequência, em comparação a outros tumores, pois os pacientes são normalmente diagnosticados muito tarde.
Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), cerca de 50% dos pacientes com câncer de fígado apresentam cirrose hepática, que pode estar associada ao alcoolismo ou à hepatite crônica. O desenvolvimento da doença pode levar muito tempo, como 20 ou 30 anos após a ocorrência da hepatite C crônica, por exemplo.
Outros fatores de risco também aumentam a probabilidade de desenvolvimento tumoral, como o consumo excessivo de álcool e a obesidade mórbida. Geralmente, os sintomas só surgem nos estágios avançados da doença, e incluem perda de apetite e náusea, além de pressão e dor na parte superior do abdômen.
O diagnóstico precoce do câncer de fígado é fundamental para a eficácia do tratamento, pois nos estágios iniciais o tumor ainda pode ser retirado cirurgicamente, procedimento mais indicado para o combate à doença.
Em alguns casos, podem ser administradas também a radioterapia e a quimioterapia, além da quimioembolização, tratamento que combina drogas e partículas de gel insolúvel.

A carreira de David Bowie

A manhã do dia 11 de janeiro de 2015 começou mais triste para os fãs de David Bowie, com a notícia da morte do cantor conhecido como o criador do glam rock . Após enfrentar o câncer de fígado por um ano e meio, o também compositor e ator recebeu milhares de homenagens de celebridades, amigos e admiradores nas redes sociais.
Capa do álbum Aladdin Sane, lançado em 1973.
Capa do álbum Aladdin Sane, lançado em 1973.
Foto: Divulgação / Vivo Mais Saudável
Considerado uma das figuras mais influentes do rock mundial, o cantor havia lançado seu mais novo álbum, Blackstar , na última sexta-feira (8), mesmo dia em que completou 69 anos de idade.
Com poucas aparições públicas nos últimos meses, ele se apresentou ao vivo pela última vez durante um show beneficente em 2006, em Nova York.
David Bowie nasceu em Londres, em 8 de janeiro de 1947, recebendo o nome David Robert Jones .
Com o apelido de Cameleão do Rock , devido a sua capacidade de sempre inovar e se adaptar ao cenário atual, tanto na música quanto na aparência, o astro lançou seu primeiro single em 1964, gravando o álbum de estreia em 1967.
Bowie alcançou a fama com o álbum The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders From Mars , de 1972. Depois disso, alavancou uma carreira com 25 álbuns de estúdio e nove álbuns ao vivo, além de diversos EPs e mais de 100 singles.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Pesquisas de tratamento para zika podem levar até 2 anos.

  Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas
Pesquisador do Laboratório de Virologia da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Pernambuco, Rafael França estima que serão necessários pelo menos dois anos para que perspectivas de tratamento de infecções pelo zika comecem a ser delineadas. "Há ainda muitas questões a serem respondidas. A primeira tarefa é identificar o genoma do vírus", afirmou.
Diante do aumento de casos de infecções e da rápida dispersão do zika, uma rede de pesquisadores redobrou os esforços para tentar definir o mais rapidamente possível a sequência genética do que, até seis meses atrás, era considerado o "primo fraco da dengue". A rede de vigilância genética busca, por exemplo, analisar se houve uma mutação do vírus, descrito pela primeira vez em 1947, mas que somente nos últimos anos começou a despertar a atenção de autoridades sanitárias.
A experiência brasileira demonstra que a infecção pelo zika em gestantes tem correlação com a microcefalia. Os casos no país também ajudam a comprovar a suspeita de que o vírus pode atingir o sistema neurológico, aumentando o risco de doenças autoimunes como a síndrome de Guillain-Barré.
França afirma que a mutação pode não ser a resposta para o impacto que a infecção pelo zika vem provocando na população brasileira. "Há outros fatores que devem ser observados. Uma das suspeitas que precisam ser investigadas é se o vírus teria um impacto diferente entre pessoas que já têm anticorpos para dengue, um agente da mesma família que o da zika", afirmou.

Organismo

Além da vigilância genética, pesquisadores têm como tarefa desvendar a forma de atuação do vírus no organismo. "Sabemos pouco sobre isso", reconheceu França. As dúvidas não são apenas entre pesquisadores brasileiros. Há uma grande lacuna de conhecimento sobre zika em todo o mundo. "Por se tratar de um vírus novo e que até agora era tido como de pouco potencial de dispersão e de agressão no organismo, ele despertava pouca atenção."
França avalia que uma das estratégias mais promissoras para deter o avanço da doença consiste em desenvolver terapias que tenham como princípio anticorpos contra o vírus. Para isso, é preciso conhecer a estrutura do zika e desvendar os mecanismos que ele usa para invadir as células do corpo humano. "Uma vez descoberto o caminho usado por ele para ingressar na célula, a ideia é tentar colocar um obstáculo, algo que o impeça a invasão", afirmou. (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo)