Rádio CN Agitos

sábado, 17 de janeiro de 2015

Um, dois ou três litros de água por dia: você sabe quanto precisa beber?


Apesar de a melhor opção ser mesmo procurar um profissional, existe um cálculo geral que pode ser utilizado em adultos saudáveis / Ilustração: NE10Você sabe a quantidade de água que precisa beber diariamente? É muito comum ouvir que um adulto precisa ingerir, no mínimo, dois litros por dia. Mas, na verdade, o número de copos diários para cada pessoa deve ser proporcional ao peso, idade, nível de atividade física, alimentação, função renal, grau de hidratação e até o clima onde reside. "Não há quantidade padrão, isso é mito. Existem pessoas, por exemplo, que precisam de menos de dois litros por dia, e outras, de mais de três”, explica a nutricionista clínica funcional Joyce Moraes.

A nutricionista, que também é professora da faculdade Maurício de Nassau, orienta que o ideal para descobrir a sua necessidade diária é procurar ajuda profissional. “É preciso conhecer os hábitos alimentares do paciente, se consume frutas ricas em líquido e sucos, além do seu cotidiano. Também existem alguns tipos de exames específicos, como de bioimpedância (avalia quantidade de água no organismo), aparência da pele e cor da urina”, explica.
CÁLCULOS PARA ADULTOS SAUDÁVEIS - Apesar de a melhor opção ser mesmo procurar um profissional, existe um cálculo geral que pode ser utilizado em adultos saudáveis, com prática de exercício regular. O cálculo é bem simples, basta multiplicar cada quilo por 35ml de água. Um adulto com 70kg, por exemplo, deve beber diariamente 2,450 litros de água pura. Já uma pessoa com 60 kg, precisa 2,1 litros.

“É importante reforçar que esse cálculo não pode ser feito, por exemplo, em adultos que realizam atividade física de alto rendimento, pessoas com insuficiência renal, idosos ou crianças”, afirma a nutricionista. Em relação aos pequenos, ela explica que os valores de referência variam com a idade. No caso de um bebê entre seis meses e dois anos, é preciso multiplicar 150ml para cada quilo.

Os idosos e crianças também são mais suscetíveis à desidratação. Por causa da idade, os mais velhos têm a função renal prejudicada, digestão mais lenta, e os mecanismos que motivam a sede não funcionam como nos mais jovens. Já as crianças ainda estão com o sistema fisiológico em desenvolvimento e sua capacidade de ingestão é menor. “Quando são muito pequenas, as crianças sentem dificuldade para informar que estão com sede. Aliás, a sensação de sede é uma reação do organismo quando está carente de água, mas o ideal é não senti-la. Se você estiver bem hidratado, não terá sede”, explica.

FUNÇÃO – A água é fundamental nas reações metabólicas que ocorrem a todo instante no organismo. É responsável pela distribuição de nutrientes, auxilia na constituição do sangue, hidratação dos tecidos e ajuda a manter a temperatura corporal. Cerca de 60% do nosso corpo é composto por água.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Cientistas descobrem tratamento contra malária baseado em uso de planta Losna (Artemisia annua)..

Losna (Artemisia annua): três vezes mais eficaz que utilizar a dose padrão dos remédios que contêm artemisina e que hoje constituem a forma mais comum de tratar malária
Losna (Artemisia annua): três vezes mais eficaz que utilizar a dose padrão dos remédios que contêm artemisina e que hoje constituem a forma mais comum de tratar malária
Um grupo de cientistas descobriu um novo tratamento contra a malária baseado no uso de Artemisia annua, conhecida popularmente como losna, uma planta da qual é extraído o principal ingrediente para a fabricação de remédios para a doença, conforme a revista "Proceedings of the National Academy of Sciences"
Durante décadas, médicos e servidores de saúde pública em todo mundo tiveram suas tentativas de tratar a malária frustradas pela capacidade do parasita de desenvolver resistência aos medicamentos.

Mas a forma de combate à malária pode mudar após a descoberta da equipe do microbiólogo Stephen Rich, da Universidade de Massachusetts Amherst.

Usar diretamente a losna é três vezes mais eficaz que utilizar a dose padrão dos remédios que contêm artemisina e que hoje constituem a forma mais comum de tratar malária em nível mundial, afirmam os cientistas. A aplicação direta da planta é ainda duas vezes mais eficiente, mesmo se a dose do medicamento for dobrada.

Para realizar a pesquisa, Rich e sua equipe realizaram uma série de experimentos para comparar os resultados do tratamento da malária com a planta e com os remédios.

Foram avaliados nos dois tipos de malária usados e que afetam os roedores o tratamento mais eficaz e quais parasitas resistiam, uma vez que tinham sido aplicados diferentes medicamentos.

Um dos tipos da doença testados é o que mais se assemelha ao Plasmodium falciparum, o mais mortal dos cinco parasitas da malária humana.

"Realizando esses experimentos com diferentes espécies da malária dos roedores, conseguimos uma prova sólida sobre o tratamento", afirmou Rich.

Para o cientista, o estudo tem importância especial porque 3,2 bilhões de pessoas correm risco de contrair malária, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Nas conclusões da pesquisa, os cientistas sugerem que futuros estudos explorem mais profundamente as possibilidades de tratar a doença com a planta, um método mais barato e não baseado em fármacos.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Tablets e celulares podem transmitir doenças.VEJA

Adolescente usa celular para ver mensagens: mais sujo do que banheiro, segundo especialistas
Adolescente usa celular para ver mensagens: mais sujo do que banheiro, segundo especialistas
Você teria coragem de levar o assento da privada ou o sapato de um estranho para a sua cama? Não, né? Mas sempre lê alguma notícia no tablet ou troca mensagens pelo celular antes de dormir, certo? Então prepare-se para esta notícia: esses aparelhos eletrônicos carregam mais micro-organismos que o vaso sanitário, inclusive bactérias causadoras de doenças e infecções hospitalares.
Embora existam poucas análises envolvendo tablets, não faltam pesquisas sobre a contaminação dos celulares. Uma delas foi divulgada em 2012 por pesquisadores da Universidade do Arizona. Segundo eles, esses aparelhos contêm dez vezes mais bactérias que um banheiro.

"O celular só perde, em contaminação, para os carrinhos de supermercados e para mouses e teclados de computadores", afirma o microbiologista Roberto Figueiredo, conhecido como Dr. Bactéria.

Em quantidade de micro-organismos, o aparelho ganha de longe de solas de sapato, apoios de ônibus, corrimãos de escadas rolantes, tampos de vasos sanitários e escovas de dentes, segundo o especialista. Ganha até dos panos de prato molhados, que por sua vez têm um milhão de bactérias a mais que os assentos de privada. E, segundo o Dr. Bactéria, tanto faz se o aparelho tem tela de touch screen ou teclado -- o nível de contaminação é o mesmo.


Até ebola

Não é de se espantar que computadores, smartphones e tablets sejam fontes de doenças, algumas bem graves. Roberto Figueiredo avisa que, na literatura, há caso até de transmissão do vírus ebola pelo celular.
Em análises de laboratório, Roberto Figueiredo e sua equipe já encontraram, nos aparelhos, bactérias como a Staphylococcus aureus, que pode provocar intoxicações alimentares, conjuntivite, sinusite, laringite e infecções com pus; a Escherichia coli, que é indicadora de contaminação fecal e pode causar diarreias e vômitos; e até a Pseudomonas aeruginosa, associada a infecções hospitalares, entre outras doenças.

O motivo de tanta contaminação é simples: além da proximidade com a boca, muita gente não lava as mãos da forma correta e na frequência adequada. Sem contar que celulares e tablets têm substituído revistas e jornais no banheiro.

Mouses e teclados de computador são ainda piores, segundo Figueiredo, porque acumulam, além de saliva e coliformes fecais, restos de comida e bebida, que também são alimentos para as bactérias.

Uma pesquisa divulgada pela especialista em higiene Lisa Ackerley, da Universidade de Salford, diz que dois em cada três trabalhadores do Reino Unido almoçam no computador. E 20% nunca limpam o mouse. No Brasil, o cenário não deve ser muito diferente.

Basta uma tosse ou uma coceira no nariz e pronto, vírus e bactérias vão logo para as superfícies mais tocadas. E alguns desses micro-organismos podem sobreviver por até 24 horas, como alerta Ackerley em uma reportagem do jornal britânico Daily Mail.


Limpeza

Para evitar contrair doenças pelo contato com esses micro-organismos, a principal recomendação é lavar as mãos corretamente -- com sabão, por no mínimo 20 segundos e secando bem depois. E o ritual deve ser repetido não só depois de usar o banheiro, como também antes de comer e de começar a trabalhar, especialmente se você usa transporte público.
E quanto aos celulares e tablets, companheiros inseparáveis até nos momentos mais íntimos? Vale lembrar que os manuais desses equipamentos sempre trazem advertências contra o uso de água e de produtos de limpeza comuns.

Dr. Bactéria dá a dica: umedecer um lenço de papel toalha com álcool isopropílico e passar por todo aparelho. Mas atenção: esse tipo de produto costuma ser encontrado em lojas especializadas, e é diferente do álcool etílico que você compra no supermercado.

Mesmo com um produto adequado, é bom ser comedido na quantidade. "É só umedecer, e não encharcar -- você mata bactérias pelo contato e não por afogamento", ressalta Figueiredo. Para pessoas ligadas à área da saúde, como dentistas, médicos e enfermeiros, é preciso higienizar o aparelho diariamente. Já outras pessoas podem fazer a limpeza só uma vez por semana.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Cientistas criam esperma e óvulos humanos artificiais.



Média de idade de doadores cresceu na Grã-Bretanha desde que anonimato foi suspenso, em 2005 (Foto: BBC)
Cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, criaram formas primitivas de esperma e óvulos a partir de células de pele humana, relatou o jornal "The Guardian", nesta quarta-feira (24).
De acordo com a pesquisa, esse avanço médico poderia transformar doenças relacionadas com a idade e problemas de fertilidade. Estas células teriam a capacidade de se transformarem em espermatozoides e óvulos maduros, algo que nunca foi feito em laboratório.
A lei britânica proíbe clínicas de fertilidade de utilizar esperma e óvulos artificiais para tratar casais inférteis. Em 2012, cientistas japoneses criaram óvulos de camundongos a partir de células-tronco e os utilizaram para o nascimento de filhotes.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Equipes de saúde que combatem o ebola são "personalidade do ano" da Time.

  • Revista Time elege médicos, enfermeiros e trabalhadores de saúde que combatem epidemia de ebola como "personalidade do ano de 2014"
Os médicos, enfermeiros e demais trabalhadores do setor de saúde que combatem a epidemia de ebola na África Ocidental foram escolhidos como "personalidade do ano de 2014" pela revista americana Time.
"Eles arriscaram e persistiram, se sacrificaram e salvaram vidas", afirmou a editora Nancy Gibbs ao justificar a escolha. Em 2013, a personalidade do ano para a revista foi o papa Francisco.
Embora a Time tenha escolhido a figura simbólica os "lutadores contra o ebola", a revista menciona "as forças especiais da organização Médicos Sem Fronteiras, os trabalhadores da associação de ajuda humanitária cristã Samaritan's Purse e muitos outros de todo o mundo que combateram lado a lado com médicos e enfermeiros locais, motoristas de ambulância e equipes de coveiros".
  A epidemia de febre hemorrágica do ebola provocou 6.331 mortes entre os 17.800 casos de contágio detectados nos três países mais afetados da África Ocidental (Serra Leoa, Libéria e Guiné) até 6 de dezembro, segundo o balanço mais recente da OMS (Organização Mundial da Saúde).
Devido à forma de contágio da doença, os médicos e enfermeiros que tratam os infectados têm um alto risco de contrair o ebola.
Por isso, centenas de trabalhadores da saúde morreram nos três países africanos mais atingidos pela epidemia. Em Serra Leoa, por exemplo, dos 12 médicos que contraíram ebola apenas dois sobreviveram.
O ebola "atingiu médicos e enfermeiros em números sem precedentes, afetando infraestruturas de saúde pública que já eram frágeis", escreveu Gibbs no site da Time.
"Em um dia de agosto na Libéria seis mulheres grávidas perderam seus bebês porque os hospitais não podiam admiti-las por complicações. Qualquer pessoa que tratou vítimas de ebola correu o risco de se converter em uma delas", explicou.
 A designação da "personalidade do ano" é uma tradição anual da revista Time desde 1927. A figura escolhida aparece na capa da edição de fim de ano da publicação.
Em 2012, o presidente americano Barack Obama, que acabara de ser reeleito, foi escolhido personalidade do ano.
Um ano antes, a Time escolheu a figura do "manifestante" como personalidade de 2011, em um reconhecimento às pessoas de todo o mundo, em particular do Oriente Médio e norte da África, que saíram às ruas para lutar por seus direitos na denominada "Primavera Árabe".

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Bahia se torna maior produtora de guaraná do mundo.

O Território do Baixo Sul da Bahia produziu 2.800 toneladas de guaraná no ano de 2014, superando a Amazônia, com 1.100. Esse valor coloca a região como maior produtora de guaraná do mundo, com uma área de plantio de 7.600 hectares. O município de Taperoá, a 280 quilômetros de Salvador, é destaque na produção e conta com 1.700 hectares de áreas de plantadas.
As informações da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) foram divulgadas na 27ª edição da Feira Nacional da Agropecuária (Fenagro), que acontece até o próximo domingo, 7.
Na Bahia, a cultura do guaraná é explorada basicamente pela agricultura familiar, sendo que o Baixo Sul responde sozinho pela produção do fruto. O produto da região é exportado em pó e em grãos para países como Alemanha, Itália, França e Estados Unidos.

sábado, 22 de novembro de 2014

Pesquisadores criam plástico que evita o desperdício de alimentos.


Tomate armazenado com e sem o novo plástico desenvolvido na região de São Carlos (Foto: Divulgação/CDMF)Tomate armazenado com e sem o novo plástico desenvolvido (Foto: Divulgação/CDMF)
Frutas, verduras e carnes conservadas por um mês. A ideia pode parecer distante, mas um novo tipo de plástico, desenvolvido na região e capaz de conservar alimentos por mais tempo, chegará às prateleiras dos supermercados no início de dezembro e promete torná-la realidade. O produto, que ganhou o nome de AlpFilm Protect e já pode ser adquirido pela internet por R$ 38,61, foi desenvolvido com a contribuição de pesquisadores da Unesp, USP e UFSCar. Ele combate a proliferação de fungos e bactérias nos alimentos embalados, evitando o desperdício.
Nutricionista revela que sobra de comida nos restaurantes não é reaproveitada e vai para o lixo (Foto: rede globo)Plástico evita desperdício ao inibir a proliferação
de bactérias (Foto: Reprodução/TV Globo)
Para Elson Longo, pesquisador da Unesp de Araraquara e um dos integrantes do estudo, o plástico é um exemplo da “tecnologia do futuro” por garantir o transporte de alimentos com minimização das perdas e sem bactérias.
“Hoje você deixa uma maçã na geladeira e ela dura uma semana. Com o plástico, no qual há um composto bactericida e fungicida, a mesma maçã dura um mês”, disse o professor ao G1. “As perdas de alimentos no mundo são muito grandes. Perdem as donas de casa e também o país. Com essa tecnologia, é possível evitar o desperdício e pressionar o sistema para a diminuição dos preços dos mantimentos”.
Desenvolvimento
Segundo Longo, as pesquisas que resultaram no AlpFilm começaram há seis anos, quando Luiz Gustavo Simões, atualmente sócio da Nanox e na época seu aluno, defendeu sua tese de doutorado sobre nanopartículas bactericidas.

Elson Longo (Foto: Divulgação/CDMF)Professor Elson Longo, integrante do projeto que
resultou no novo plástico (Foto: Divulgação/CDMF)
De lá para cá, a parceria rendeu o desenvolvimento de partículas para secadores de cabelo e para tapetes, entre outras, e, há um ano, surgiu a ideia de criar um produto voltado para embalagens.
“Começamos pensando em itens para a área da odontologia e, passado algum tempo, surgiu a ideia de fazer embalagens para diferentes finalidades. Entramos em contato com a Alpes, fabricante de plásticos, e deu certo”.
Durante um ano, pesquisadores das universidades, da Alpes e da Nanox e se revezaram em laboratórios de São Carlos e Araraquara ligados ao Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF) até chegarem ao composto final, um produto pioneiro e genuinamente nacional. “As pessoas acham que não se desenvolve alta tecnologia no Brasil, mas não é verdade”, completou Longo.