Rádio CN Agitos

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Beijar emagrece, evita rugas e aumenta a expectativa de vida.



Como se não fosse mais necessário beijar a pessoa amada, e o beijo fosse uma prática a ser feita apenas na época de namoro. Afinal, se já estão casados, para quê tanta firula? Se você, homem ou mulher, pensa assim é hora de rever seus conceitos, porque estão totalmente errados!Digo isso, pois o beijo é a forma mais rápida de “ligar o botão” do desejo. Relegá-lo para um segundo plano não é uma atitude inteligente, para um amante que se julga como tal.
O beijo, ou melhor, os muitos beijos diferentes que existem (bocas se unindo, beijos corporais, mordidinhas, chupões etc...) transformam o encontro em momentos inesquecíveis. Beijos são marcos, estão nas nossas melhores (e piores) lembranças.Afinal, quem não se lembra dos primeiros e desajeitados beijos? Ou aquele que marcou pela tristeza de uma doída despedida? O beijo é a assinatura pessoal do encontro amoroso. E com todas as variações que existe, o cerne é o mesmo.Ninguém beija igualzinho a ninguém. Cada um de nós tem sua própria marca registrada e o clímax se dá quando dois seres somam seus beijos em um evento único. Neste momento, sabemos perfeitamente que “deu liga”, “colou”, fez perfeitamente a ponte de dois para “nós”.
Deixar de lado o beijo é dar as costas para um importante elo na manutenção da cumplicidade. Ele é alimento para o amor, tem alto poder erotizante e é um solvente poderoso. Beijos são capazes de dissolver um mal-estar, (pequeno ou grande) algumas rusgas e polêmicas. Além disso, ele promove a volta à paz e também garante o esquecimento de chuviscos, que poderiam crescer e se tornar grandes tempestades sem sua intervenção.E se para a paixão ele é fundamental, o que você que diria se eu afirmasse que o beijo é muito mais do que isso? Beijar trata a saúde e pode até mesmo auxiliar no emagrecimento e na longevidade. Ou seja: Você beija e vive muito mais!
O melhor beijo que existe é o seu, portanto, você não precisa de técnicas, não dá para melhorar o que já é perfeito. Ignorá-lo é deixar de lado uma parte fundamental do encontro amoroso. Então, relaxe... para estimulá-lo ainda mais, leia sobre os benefícios do beijo e saiba o quanto ele pode ser útil, além do bem que faz à paixão.Afinal, é ele que dá o tom de urgência para a união dos corpos. E aí? Que tal intensificar ainda mais essa prática mais que gostosa... Se precisa de motivos, leia as dicas...
Regina Racco é professora de ginástica íntima, autora dos livros: O livro de Ouro do Pompoarismo, A Conquista do Prazer masculino e Pirulito e Outras Delícias, sexo para mestres na arte da sedução e Poder sexual e qualidade de vida (esgotado). 
Ato de beijar reduz o estresse e fortalece o tônus da pele com os movimentos musculares!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Uso de inibidores de apetite faz bem ou mal à saúde? Veja mitos e verdades.

Mitos e verdades sobre inibidores de apetite16 fotos

Inibidores de apetite aceleram o metabolismo. VERDADE: O uso desses medicamentos provoca o aumento do gasto calórico e a liberação de dopamina, substância química liberada pelo cérebro, responsável pela sensação de bem estar que diminui a vontade de comer Getty Images/Arte UOL
A decisão do Senado de liberar os inibidores de apetite no mercado brasileiro vai permitir que obesos voltem a usar remédios à base de anfetamina para emagrecer. O uso desses medicamentos estava banido pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) desde 2011.
Os remédios anfepramona, femproporex e mazindol, indicados para o tratamento da obesidade, foram retirados de circulação no país com o objetivo de acabar com o consumo sem prescrição médica. Não raro esses medicamentos eram usados como "rebite" por caminhoneiros, misturados com bebidas alcoólicas em festas e para emagrecimento rápido sem qualquer orientação.
Segundo especialistas, essas práticas somadas ao uso abusivo podem causar problemas de saúde como taquicardia e arritmia. A proibição desagradou endocrinologistas que usavam as medicações para combater a obesidade.
Com a liberação dos registros desses remédios conhecidos também como anfetamínicos ou anorexígenos, o debate sobre seus benefícios e malefícios volta à tona. Afinal, o consumo faz bem ou faz mal? O UOL consultou especialistas no assunto que desvendaram os mitos e verdades sobre essa categoria de medicamentos.

Remédios indicados para obesos

O uso da anfepramona, do femproporex e do mazindol é indicado para pessoas com IMC (Índice de Massa Corporal) acima de 30, valor que indica obesidade. Uma pessoa com IMC na faixa entre 18,5 e 24,9 tem peso considerado normal, e com IMC entre 25 e 29,9 tem sobrepeso. O cálculo é feito pela divisão do peso pela altura ao quadrado.
Tais medicamentos atuam no sistema nervoso central, diminuindo a fome, a vontade de comer a toda hora e acelerando o metabolismo. Juntas, essas características permitem que o usuário emagreça rapidamente.
"Quando você usa os anorexígenos, a fome diminui e cai a procura por alimento. A pessoa se sente mais ativa. Mas esses remédios são mais eficientes para quem tem um padrão compulsivo, comum nos obesos que beliscam e se lembram de comida o tempo todo", diz o endocrinologista e nutrólogo João César Castro Soares, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
O tratamento com os anfetamínicos deve ser feito juntamente com exercícios físicos e um programa de reeducação alimentar para evitar o ganho de peso após deixar de tomar o medicamento.
"A medicação facilita a mudança no estilo de vida do obeso. Só que não adianta somente dar remédio. O paciente deve passar por um nutricionista e reforçar a melhora na atividade física", diz Maria Edna de Melo, diretora da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade).
Por ser considerada uma doença compulsiva, a obesidade tem o agravante de nem sempre ser tratada com exercícios e uma alimentação mais equilibrada. Por isso, a endocrinologista defende o uso da medicação por pelo menos seis meses.
"A reeducação é uma palavra bonita, mas funciona como exceção. Se fosse fácil [o obeso emagrecer] não teríamos essa epidemia de obesidade. Quem vive assim naturalmente procura por alimentos mais calóricos. O cérebro do obeso o faz pensar diferente, agir diferente, a doença é mais forte", diz Maria Edna de Melo.
"Nem vale a pena fazer um tratamento para a obesidade em curto prazo porque ele vai ganhar peso depois. É necessário garantir a manutenção desse peso e a redução de doenças, como a hipertensão e o diabetes", completa.
Antes da proibição, o tempo indicado para o uso de anfetamínicos era de, no máximo, três meses para evitar problemas de saúde. Como as farmacêuticas terão de pedir novos registros à Anvisa, que terá meses para avaliá-los e concedê-los, não se sabe ainda se haverá alguma mudança nesse sentido.

Sintomas podem indicar perigo

A excitação causada pelo anfetamínicos, por sua vez, pode causar insônia, irritação, palpitação, sensação de boca seca e ressecamento intestinal. Por isso, devem ser evitados por quem tem problemas cardíacos, pressão alta não controlada, por quem já sofreu derrame ou usa algum medicamento psiquiátrico, segundo o cardiologista Marcelo Sampaio, chefe do laboratório de biologia molecular do Instituto Dante Pazzanese, em São Paulo.
Em pessoas mais sensíveis à medicação, o uso pode ainda causar arritmia e taquicardia, por isso só deve ser indicado após a avaliação de um cardiologista, diz Sampaio.
"Não é raro ter pacientes com dor no peito após a introdução dessa medicação. É preciso usar com muita parcimônia e fazer exames cardiológicos, antes de prescrever o medicamento", diz.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Mais da metade de todos os tipos de câncer poderia ser evitada.VEJA

mais-da-metade-de-todos-os-tipos-de-câncer-poderia-ser-evitada


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Segundo o IBGE, o câncer é a segunda maior causa de mortes no Brasil - sendo responsável por 15,6% dos óbitos -, perdendo apenas para doenças cardiovasculares (como infarto e hipertensão). Isso se deve, principalmente, à maior exposição aos fatores de risco, como o cigarro, alimentação inadequada e o abuso do álcool. Para estimular a população na luta pelo controle e prevenção, o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) lançou uma cartilha listando os dez passos que afastam a doença.

1. Não fume
Para se ter uma ideia, 90% dos casos de câncer de pulmão tem o cigarro como responsável - os outros 10% são decorrentes do fumo passivo. O tabagismo também é o grande culpado por 30% da ocorrência de outros tipos de câncer, como boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo de útero e leucemia.

2. Não abuse de bebidas alcoólicas
"O álcool aumenta a chance de desenvolvimento de alguns tumores, como intestino, esôfago e fígado, mas o que mais se nota é que ele potencializa os efeitos do tabaco", justifica o oncologista Gilberto de Castro Jr., do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp).

3. Use camisinha
Hoje, sabe-se que o papiloma vírus humano (HPV) - doença sexualmente transmissível - é o principal responsável por alguns tipos de câncer como o câncer do colo do útero, vulva, pênis e orofaringe (garganta). Por isso, é importante sempre com o usar camisinha - até mesmo para o sexo oral.

4. Proteja-se contra a hepatite
O sexo seguro também evita os vírus da hepatite B (para a qual há vacina) e da hepatite C. "Esses tipos de hepatite podem levar à cirrose e evoluir para um câncer do fígado", conta o oncologista Gilberto. No caso da hepatite C, o contágio costuma acontecer por contato sanguíneo, mas ela é igualmente um fator de risco a esse tipo de câncer.

5. Tenha uma dieta equilibrada
Evite o consumo excessivo de açúcares, de gorduras, de carne vermelha, de porco e das processadas. Invista em uma dieta saudável, rica em verduras, legumes e frutas. Embora nem todos esses alimentos tenha relação direta com o câncer, eles podem desencadear processos que podem dar origem a células cancerosas.

6. Evite o consumo de alimentos ricos em sódio e conservantes
Os alimentos processados - que incluem enlatados e embutidos como mortadela, presunto, salame, mortadela, bacon e salsicha -, são ricos em uma substância chamada nitrosamina, que é cancerígena. Por isso, lembra o nutrólogo Roberto Navarro, é importante que esse tipo de alimento seja evitado ao máximo, assim como fast-foods que, em geral, são ricos em processados.

7. Cuidado com o sol
Use filtro solar diariamente e evite a exposição entre 10h e 16h Os raios UVA e UVB, emanados pelo sol, são os responsáveis pelas alterações celulares que levam ao câncer de pele. Por isso proteger-se do sol é algo tão importante na luta contra o câncer. Além do protetor solar - que, alerta Gilberto de Castro Jr., deve ter o mínimo de fator 20 -, é preferível tomar sol apenas antes das 10h e depois das 16h e não abrir mão de barreiras físicas, como chapéus, guarda-sol, bonés e óculos escuros.

8. Pratique atividades físicas todos os dias
A recomendação é de que o exercício tenha duração mínima de 30 minutos A prática de atividades físicas promove um bem geral ao organismo e também protege contra o câncer. Roberto Navarro conta que isso se deve graças à capacidade, em especial de exercícios aeróbicos, de diminuir a circulação das citocinas pró-inflamatórias em nosso organismo.

9. Mantenha-se atento à sua saúde
Procure assistência especializada caso note qualquer anormalidade em seu corpo Sabemos que o nosso corpo dá sinais quando algo não está certo. Isso também vale para casos de câncer. É importante que se preste atenção no corpo, pois só assim é possível notar a presença de algum caroço estranho, uma íngua, mancha na pele ou outro sinal. O oncologista do ICESP aconselha que, ao sinal de algo fora do usual, um médico seja procurado.

10. Faça um check-up anual
É importante realizar todos os exames de diagnóstico precoce indicados pelo seu médico. Existe uma série de exames que são fundamentais na hora de detectar os diversos tipos de cânceres. Entre eles, Gilberto de Castro Jr. lembra da mamografia, que deve ser feita a partir dos 50 anos para detectar o câncer de mama ou a coleta do PSA - exame de sangue que pode detectar câncer de próstata.
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O tabagismo é responsável por cerca de um terço dos casos de câncer nos Estados Unidos e até três quartos dos casos de câncer de pulmão no país, apontou um artigo publicado na revista Science Translational Medicine. A partir de dados como esses, uma equipe liderada por uma epidemologista do Cancer Center, na Washington University School of Medicine (EUA), chegou à conclusão de que mais da metade de todos os tipos de cânceres é evitável.

Estudos anteriores também mostram que tomar as vacinas contra o HPV e a hepatite poderia prevenir contra o câncer de colo do útero e fígado, respectivamente. O câncer de pele, por sua vez, pode ser evitado com o simples uso de protetores solares ou a não exposição ao sol no intervalo das 10 e às 16 horas.

Os resultados dessa nova análise mostram que praticar exercícios, ter uma dieta equilibrada e não fumar são os principais hábitos capazes de evitar quase metade das 577.000 mortes por câncer nos Estados Unidos. Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) estimam que, no Brasil, serão 520.000 casos em 2012.

Entretanto, os especialistas apontam uma série de obstáculos que fazem com que a maior parte das pessoas não adote essas medidas simples. Um deles é o ceticismo de que o câncer pode ser evitado e outro é o costume de intervir tarde demais para tratar o problema. Além disso, grande parte das pesquisas analisa o tratamento da doença ao invés da prevenção.
Adote dez passos para prevenir vários tipos de câncer

Segundo o IBGE, o câncer é a segunda maior causa de mortes no Brasil - sendo responsável por 15,6% dos óbitos -, perdendo apenas para doenças cardiovasculares (como infarto e hipertensão). Isso se deve, principalmente, à maior exposição aos fatores de risco, como o cigarro, alimentação inadequada e o abuso do álcool. Para estimular a população na luta pelo controle e prevenção, o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) lançou uma cartilha listando os dez passos que afastam a doença.

1. Não fume
Para se ter uma ideia, 90% dos casos de câncer de pulmão tem o cigarro como responsável - os outros 10% são decorrentes do fumo passivo. O tabagismo também é o grande culpado por 30% da ocorrência de outros tipos de câncer, como boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo de útero e leucemia.

2. Não abuse de bebidas alcoólicas
"O álcool aumenta a chance de desenvolvimento de alguns tumores, como intestino, esôfago e fígado, mas o que mais se nota é que ele potencializa os efeitos do tabaco", justifica o oncologista Gilberto de Castro Jr., do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp).

3. Use camisinha
Hoje, sabe-se que o papiloma vírus humano (HPV) - doença sexualmente transmissível - é o principal responsável por alguns tipos de câncer como o câncer do colo do útero, vulva, pênis e orofaringe (garganta). Por isso, é importante sempre com o usar camisinha - até mesmo para o sexo oral.

4. Proteja-se contra a hepatite
O sexo seguro também evita os vírus da hepatite B (para a qual há vacina) e da hepatite C. "Esses tipos de hepatite podem levar à cirrose e evoluir para um câncer do fígado", conta o oncologista Gilberto. No caso da hepatite C, o contágio costuma acontecer por contato sanguíneo, mas ela é igualmente um fator de risco a esse tipo de câncer.

5. Tenha uma dieta equilibrada
Evite o consumo excessivo de açúcares, de gorduras, de carne vermelha, de porco e das processadas. Invista em uma dieta saudável, rica em verduras, legumes e frutas. Embora nem todos esses alimentos tenha relação direta com o câncer, eles podem desencadear processos que podem dar origem a células cancerosas.

6. Evite o consumo de alimentos ricos em sódio e conservantes
Os alimentos processados - que incluem enlatados e embutidos como mortadela, presunto, salame, mortadela, bacon e salsicha -, são ricos em uma substância chamada nitrosamina, que é cancerígena. Por isso, lembra o nutrólogo Roberto Navarro, é importante que esse tipo de alimento seja evitado ao máximo, assim como fast-foods que, em geral, são ricos em processados.

7. Cuidado com o sol
Use filtro solar diariamente e evite a exposição entre 10h e 16h Os raios UVA e UVB, emanados pelo sol, são os responsáveis pelas alterações celulares que levam ao câncer de pele. Por isso proteger-se do sol é algo tão importante na luta contra o câncer. Além do protetor solar - que, alerta Gilberto de Castro Jr., deve ter o mínimo de fator 20 -, é preferível tomar sol apenas antes das 10h e depois das 16h e não abrir mão de barreiras físicas, como chapéus, guarda-sol, bonés e óculos escuros.

8. Pratique atividades físicas todos os dias
A recomendação é de que o exercício tenha duração mínima de 30 minutos A prática de atividades físicas promove um bem geral ao organismo e também protege contra o câncer. Roberto Navarro conta que isso se deve graças à capacidade, em especial de exercícios aeróbicos, de diminuir a circulação das citocinas pró-inflamatórias em nosso organismo.

9. Mantenha-se atento à sua saúde
Procure assistência especializada caso note qualquer anormalidade em seu corpo Sabemos que o nosso corpo dá sinais quando algo não está certo. Isso também vale para casos de câncer. É importante que se preste atenção no corpo, pois só assim é possível notar a presença de algum caroço estranho, uma íngua, mancha na pele ou outro sinal. O oncologista do ICESP aconselha que, ao sinal de algo fora do usual, um médico seja procurado.

10. Faça um check-up anual
É importante realizar todos os exames de diagnóstico precoce indicados pelo seu médico. Existe uma série de exames que são fundamentais na hora de detectar os diversos tipos de cânceres. Entre eles, Gilberto de Castro Jr. lembra da mamografia, que deve ser feita a partir dos 50 anos para detectar o câncer de mama ou a coleta do PSA - exame de sangue que pode detectar câncer de próstata.



quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Aos 14 anos José Victor Menezes Teles, aluno de escola pública passa em medicina na Federal de Sergipe.

José Victor Menezes Teles tem 14 anos e obteve nota no Enem 2014 para entrar em medicina na UFS (Universidade Federal de Sergipe)


  Conquistar uma vaga numa faculdade de medicina já é uma vitória a qualquer vestibulando. E o se candidato em questão não tiver sequer terminado o ensino médio na escola pública? José Victor Menezes Teles, 14, obteve nota no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) suficiente para ser calouro do curso de medicina da UFS (Universidade Federal de Sergipe) esta semana.
O garoto de corpo franzino é aluno do 1º ano do ensino médio do Colégio Estadual Murilo Braga, em Itabaiana (SE), a 52 km da capital, Aracaju. Ele conta que sempre gostou de ler, estudar e apontou os pais, ambos professores da língua portuguesa na rede pública, como principais motivadores. "Eles sempre acreditaram no meu potencial. Sempre me incentivaram e eu sempre corri atrás de meus objetivos", disse.
Segundo o garoto, ele se dedicava a 5 horas de estudos por dia, fora o tempo da escola. Para treinar, usou a estratégia recomendada por dez entre dez professores: fazer provas anteriores. Se ele percebia dificuldades, como foi o caso de assuntos de química e física, buscava reforço.  "Durante as férias fiz cursinho aqui em Itabaiana e Aracaju", lembrou.
José Victor se diz um aficionado usuário de internet e a utilizou como uma ferramenta importante nos estudos. "A internet me ajudou muito através das vídeoaulas, nas consultas, nas dúvidas", disse o garoto, lembrando ainda que a rede mundial de computadores também lhe servia como fonte de lazer.

Não é muito novo?

Afiado nas respostas, o itabaianense respondeu sem titubear que seus 14 anos não lhe atrapalhariam no desempenho no curso superior. "Não se mede a capacidade pela idade. Estou sim preparado para cursar medicina. Era meu sonho e estou perto", respondeu o adolescente, mais velho entre quatro irmãos.
Agora, ele aguarda uma decisão judicial para poder comemorar a vitória. O garoto, apesar da pontuação no Enem, não concluiu o ensino médio -- exigência da UFS para se matricular. "Não se coloca limite de idade para ingressar na Universidade Federal de Sergipe", afirmou o diretor do departamento de administração acadêmica da UFS, professor Antônio Edilson do Nascimento.
Já a secretaria estadual de Educação não pode lhe conceder o certificado de conclusão do ensino médio por causa da sua idade. Apenas jovens com mais de 18 anos, com pontuação de 450 e que não tenham zero na redação, podem pedir um certificação.
Os pais de José Victor entraram na Justiça pedindo para que a Secretaria de Estado da Educação conceda ao filho o direito de realizar a prova de proficiência e, portanto, um certificado que lhe ateste o ensino médio.
"Entramos com o mandado na Justiça. Meu filho teve média no Enem e merece essa oportunidade. É um menino que gosta de correr atrás das coisas. Com certeza ele pode fazer esse curso [medicina]. Tem maturidade", disse o pai de José Victor, José Mendonça, conhecido na cidade como "Professor Tostão".
O desempenho de José Victor no Enem não foi uma surpresa para o pai que contou, orgulhoso, outro feito do garoto. "Ano passado ele ganhou uma bolsa por ser medalhista na Olimpíada Brasileira de Matemática de Escolas Públicas", destacou.
José Victor obteve  751,16 pontos na prova e 960 na redação.

sábado, 17 de janeiro de 2015

Um, dois ou três litros de água por dia: você sabe quanto precisa beber?


Apesar de a melhor opção ser mesmo procurar um profissional, existe um cálculo geral que pode ser utilizado em adultos saudáveis / Ilustração: NE10Você sabe a quantidade de água que precisa beber diariamente? É muito comum ouvir que um adulto precisa ingerir, no mínimo, dois litros por dia. Mas, na verdade, o número de copos diários para cada pessoa deve ser proporcional ao peso, idade, nível de atividade física, alimentação, função renal, grau de hidratação e até o clima onde reside. "Não há quantidade padrão, isso é mito. Existem pessoas, por exemplo, que precisam de menos de dois litros por dia, e outras, de mais de três”, explica a nutricionista clínica funcional Joyce Moraes.

A nutricionista, que também é professora da faculdade Maurício de Nassau, orienta que o ideal para descobrir a sua necessidade diária é procurar ajuda profissional. “É preciso conhecer os hábitos alimentares do paciente, se consume frutas ricas em líquido e sucos, além do seu cotidiano. Também existem alguns tipos de exames específicos, como de bioimpedância (avalia quantidade de água no organismo), aparência da pele e cor da urina”, explica.
CÁLCULOS PARA ADULTOS SAUDÁVEIS - Apesar de a melhor opção ser mesmo procurar um profissional, existe um cálculo geral que pode ser utilizado em adultos saudáveis, com prática de exercício regular. O cálculo é bem simples, basta multiplicar cada quilo por 35ml de água. Um adulto com 70kg, por exemplo, deve beber diariamente 2,450 litros de água pura. Já uma pessoa com 60 kg, precisa 2,1 litros.

“É importante reforçar que esse cálculo não pode ser feito, por exemplo, em adultos que realizam atividade física de alto rendimento, pessoas com insuficiência renal, idosos ou crianças”, afirma a nutricionista. Em relação aos pequenos, ela explica que os valores de referência variam com a idade. No caso de um bebê entre seis meses e dois anos, é preciso multiplicar 150ml para cada quilo.

Os idosos e crianças também são mais suscetíveis à desidratação. Por causa da idade, os mais velhos têm a função renal prejudicada, digestão mais lenta, e os mecanismos que motivam a sede não funcionam como nos mais jovens. Já as crianças ainda estão com o sistema fisiológico em desenvolvimento e sua capacidade de ingestão é menor. “Quando são muito pequenas, as crianças sentem dificuldade para informar que estão com sede. Aliás, a sensação de sede é uma reação do organismo quando está carente de água, mas o ideal é não senti-la. Se você estiver bem hidratado, não terá sede”, explica.

FUNÇÃO – A água é fundamental nas reações metabólicas que ocorrem a todo instante no organismo. É responsável pela distribuição de nutrientes, auxilia na constituição do sangue, hidratação dos tecidos e ajuda a manter a temperatura corporal. Cerca de 60% do nosso corpo é composto por água.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Cientistas descobrem tratamento contra malária baseado em uso de planta Losna (Artemisia annua)..

Losna (Artemisia annua): três vezes mais eficaz que utilizar a dose padrão dos remédios que contêm artemisina e que hoje constituem a forma mais comum de tratar malária
Losna (Artemisia annua): três vezes mais eficaz que utilizar a dose padrão dos remédios que contêm artemisina e que hoje constituem a forma mais comum de tratar malária
Um grupo de cientistas descobriu um novo tratamento contra a malária baseado no uso de Artemisia annua, conhecida popularmente como losna, uma planta da qual é extraído o principal ingrediente para a fabricação de remédios para a doença, conforme a revista "Proceedings of the National Academy of Sciences"
Durante décadas, médicos e servidores de saúde pública em todo mundo tiveram suas tentativas de tratar a malária frustradas pela capacidade do parasita de desenvolver resistência aos medicamentos.

Mas a forma de combate à malária pode mudar após a descoberta da equipe do microbiólogo Stephen Rich, da Universidade de Massachusetts Amherst.

Usar diretamente a losna é três vezes mais eficaz que utilizar a dose padrão dos remédios que contêm artemisina e que hoje constituem a forma mais comum de tratar malária em nível mundial, afirmam os cientistas. A aplicação direta da planta é ainda duas vezes mais eficiente, mesmo se a dose do medicamento for dobrada.

Para realizar a pesquisa, Rich e sua equipe realizaram uma série de experimentos para comparar os resultados do tratamento da malária com a planta e com os remédios.

Foram avaliados nos dois tipos de malária usados e que afetam os roedores o tratamento mais eficaz e quais parasitas resistiam, uma vez que tinham sido aplicados diferentes medicamentos.

Um dos tipos da doença testados é o que mais se assemelha ao Plasmodium falciparum, o mais mortal dos cinco parasitas da malária humana.

"Realizando esses experimentos com diferentes espécies da malária dos roedores, conseguimos uma prova sólida sobre o tratamento", afirmou Rich.

Para o cientista, o estudo tem importância especial porque 3,2 bilhões de pessoas correm risco de contrair malária, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Nas conclusões da pesquisa, os cientistas sugerem que futuros estudos explorem mais profundamente as possibilidades de tratar a doença com a planta, um método mais barato e não baseado em fármacos.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Tablets e celulares podem transmitir doenças.VEJA

Adolescente usa celular para ver mensagens: mais sujo do que banheiro, segundo especialistas
Adolescente usa celular para ver mensagens: mais sujo do que banheiro, segundo especialistas
Você teria coragem de levar o assento da privada ou o sapato de um estranho para a sua cama? Não, né? Mas sempre lê alguma notícia no tablet ou troca mensagens pelo celular antes de dormir, certo? Então prepare-se para esta notícia: esses aparelhos eletrônicos carregam mais micro-organismos que o vaso sanitário, inclusive bactérias causadoras de doenças e infecções hospitalares.
Embora existam poucas análises envolvendo tablets, não faltam pesquisas sobre a contaminação dos celulares. Uma delas foi divulgada em 2012 por pesquisadores da Universidade do Arizona. Segundo eles, esses aparelhos contêm dez vezes mais bactérias que um banheiro.

"O celular só perde, em contaminação, para os carrinhos de supermercados e para mouses e teclados de computadores", afirma o microbiologista Roberto Figueiredo, conhecido como Dr. Bactéria.

Em quantidade de micro-organismos, o aparelho ganha de longe de solas de sapato, apoios de ônibus, corrimãos de escadas rolantes, tampos de vasos sanitários e escovas de dentes, segundo o especialista. Ganha até dos panos de prato molhados, que por sua vez têm um milhão de bactérias a mais que os assentos de privada. E, segundo o Dr. Bactéria, tanto faz se o aparelho tem tela de touch screen ou teclado -- o nível de contaminação é o mesmo.


Até ebola

Não é de se espantar que computadores, smartphones e tablets sejam fontes de doenças, algumas bem graves. Roberto Figueiredo avisa que, na literatura, há caso até de transmissão do vírus ebola pelo celular.
Em análises de laboratório, Roberto Figueiredo e sua equipe já encontraram, nos aparelhos, bactérias como a Staphylococcus aureus, que pode provocar intoxicações alimentares, conjuntivite, sinusite, laringite e infecções com pus; a Escherichia coli, que é indicadora de contaminação fecal e pode causar diarreias e vômitos; e até a Pseudomonas aeruginosa, associada a infecções hospitalares, entre outras doenças.

O motivo de tanta contaminação é simples: além da proximidade com a boca, muita gente não lava as mãos da forma correta e na frequência adequada. Sem contar que celulares e tablets têm substituído revistas e jornais no banheiro.

Mouses e teclados de computador são ainda piores, segundo Figueiredo, porque acumulam, além de saliva e coliformes fecais, restos de comida e bebida, que também são alimentos para as bactérias.

Uma pesquisa divulgada pela especialista em higiene Lisa Ackerley, da Universidade de Salford, diz que dois em cada três trabalhadores do Reino Unido almoçam no computador. E 20% nunca limpam o mouse. No Brasil, o cenário não deve ser muito diferente.

Basta uma tosse ou uma coceira no nariz e pronto, vírus e bactérias vão logo para as superfícies mais tocadas. E alguns desses micro-organismos podem sobreviver por até 24 horas, como alerta Ackerley em uma reportagem do jornal britânico Daily Mail.


Limpeza

Para evitar contrair doenças pelo contato com esses micro-organismos, a principal recomendação é lavar as mãos corretamente -- com sabão, por no mínimo 20 segundos e secando bem depois. E o ritual deve ser repetido não só depois de usar o banheiro, como também antes de comer e de começar a trabalhar, especialmente se você usa transporte público.
E quanto aos celulares e tablets, companheiros inseparáveis até nos momentos mais íntimos? Vale lembrar que os manuais desses equipamentos sempre trazem advertências contra o uso de água e de produtos de limpeza comuns.

Dr. Bactéria dá a dica: umedecer um lenço de papel toalha com álcool isopropílico e passar por todo aparelho. Mas atenção: esse tipo de produto costuma ser encontrado em lojas especializadas, e é diferente do álcool etílico que você compra no supermercado.

Mesmo com um produto adequado, é bom ser comedido na quantidade. "É só umedecer, e não encharcar -- você mata bactérias pelo contato e não por afogamento", ressalta Figueiredo. Para pessoas ligadas à área da saúde, como dentistas, médicos e enfermeiros, é preciso higienizar o aparelho diariamente. Já outras pessoas podem fazer a limpeza só uma vez por semana.